[Iniciantes] Faculdade, estágio, treino... E agora?

August 19, 2010

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A Corrida SP-Rio, o Desafio dos 600K 2010 tem no regulamento a obrigatoriedade de seis sub-25 em cada equipe. Com isso, estamos conhecendo muitos corredores desta nova geração e aproveitamos para responder uma pergunta que não quer calar: como conciliar faculdade, estágio, baladas e treinos? Porque nenhum deles abre mão de nenhum destes itens. Descobrimos que, na verdade, não há mistério algum, basta saber equilibrar.

Encontramos a Mariana Garavatti, 24 anos, em uma manhã de treinos na USP. Eram 7h da manhã e ela já estava lá, firme e forte para encarar alguns quilômetros. Detalhe: na noite anterior havia comemorado o aniversário do primo em um bar. “Dá para conciliar o horário e ter vida social”, ela disse, ao mesmo tempo em que incentivava e dava conselho a uma corredora mais velha sobre treinos e corrida. É só controlar o horário (e a bebida também) e está tudo bem, afirma a Mariana.

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Assim como a Mariana, o Lucas Fittipaldi, de 20 anos, também defende o equilíbrio. O Lucas é estudante (faz faculdade na Anhembi Morumbi), faz estágio em uma agência de publicidade, treina de forma regrada e ainda atua como DJ. Ele confessa que conciliar os treinos matutinos e as noitadas como DJ não é fácil, já que os trabalhos como DJ exigem uma dedicação por toda a noite. Por conta disso, acaba abrindo mão de alguns trabalhos em festas pelo prazer de treinar. O que não significa que deixe de se divertir e sair de forma que consiga controlar o horário. O Lucas ainda ressalta que ao contrário do que muitas pessoas pensam, os treinos são, sim, ideais para alimentar a vida social, às vezes até superam as mesas de bar.

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Vale a pena
Alguns abrem mão de mais coisas, outros de menos. Mas, no fim das contas, todos concordam que vale muito a pena. “O momento da corrida é um momento de terapia, momento para você, não pensar em nada, ‘sair’ de São Paulo”, defende a Mariana. E o Lucas assina embaixo. “Vale a pena abrir mão de algumas coisas pela corrida, pois me recompensa física e mentalmente. Só eu sei o que vale a pena”.

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O gosto pela coisa é tanto que o amor que esse pessoal tem pela corrida é contagiante. “Alguns amigos meus se animaram com o fato de eu ter corrido a Maratona de São Paulo e começaram a correr”, revelou o Rafael Mamedes, de 22 anos. O Francico Gaia, de 22 anos, concorda e também espalha o espírito da corrida por aí. “Acaba contaminando, as pessoas admiram e querem também. Amigos, namorada...”.

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Ou seja, falta de tempo não é desculpa, certo?

Fotos Claudio Lacerda e Cadu Maya

Escrito por Lara Martins, Nike Blogger

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