Nascido em uma comunidade pobre da capital fluminense, o jogador Léo Moura elogiou os objetivos sociais do Campeonato Mundial de Futebol Social (Homeless World Cup), apresentada oficialmente nesta manhã no Rio de Janeiro.
O lateral-direito acredita que o torneio de cunho social, que será realizado pela primeira vez no Brasil e ocorrerá nas areias de Copacabana em setembro, pode ser, além de uma ação de reintegração social e de resgate da auto-estima, uma ponte para um jogador ingressar no mundo dos profissionais.
“Eu tinha esse sonho. Isso só acontece se você tiver muita vontade e lutar muito.
Esse torneio é uma causa nobre e tenho muito orgulho em ser escolhido para participar. O futebol mudou minha vida e pode mudar a de muitos”, avaliou o atleta, que é embaixador da competição aqui no Brasil.
Exemplos de superação
A jogadora Michele Gomes da Silva é um exemplo de que uma ação de caráter social pode ser uma oportunidade para se tornar um jogador de futebol.
“Sou nascida na comunidade Cidade de Deus e agradeço a todos pela oportunidade. Participei de um torneio do
“Bola pra Frente” e fui escolhida para jogar na Dinamarca. De lá, fui para a Alemanha e cheguei a vestir a camisa da Seleção Brasileira Sub-20”, contou a atacante de 20 anos.
Outra história do poder do esporte em melhorar a qualidade de vida das pessoas é o de Eduardo Fausto da Silva. O jovem de 29 anos lembra com emoção um período delicado em sua vida.
“Estava morando nas ruas e cheguei a ficar internado por cinco vezes em hospitais psiquiátricos. Hoje em dia, agradeço a Deus pelas oportunidades que tenho”, conta o agora vendedor, que iniciou uma virada de jogo em sua vida ao atuar em uma edição passada da Homeless World Cup.
Veja a nossa cobertura fotográfica da coletiva de imprensa:
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