Com mais de 130 mil moradores, a Maré é o maior complexo de favelas do Rio de Janeiro. Ocupada em meados do século 20, a região não para de crescer e, com isso, seus problemas. Mas, acima de tudo, cresce também esperança da população num futuro melhor. São várias as ações sociais voltadas para a comunidade, entre elas o Real Maré Futebol Clube, uma das organizações selecionadas para disputar a Nike Cup.
A organização foi fundada há mais de 12 anos para tirar das ruas as crianças da região. Como a maioria dos projetos sociais, sobrevive quase exclusivamente graças ao apoio da comunidade.
Em seus dois primeiros anos, era “apenas” uma escolinha de futebol para os garotos carentes. Mas percebendo que alguns meninos perdiam a motivação ao ficarem mais velhos, e com medo de que eles "perdessem o rumo", o fundador do Real Maré, Sidnei Alves, filiou o clube à Federação de Futebol do Rio de Janeiro.
A ideia deu certo, os garotos se animaram com a perspectiva do futuro e hoje a equipe trabalha com mais de 200 jovens, 130 deles registrados na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), disputando as divisões de base do Campeonato Carioca. Além disso, três vezes por ano o Real Maré faz excursões para outras regiões do país.
Além de fundador, Sidnei é um dos treinadores. Na conversa que teve conosco durante nossa visita em que aplicamos o mais recente treinamento de Nike Futebol+, ele ressaltou a importância de ser um dos 64 times do Rio de Janeiro que disputarão a Nike Cup. “A competição não vai ser apenas uma oportunidade para eles disputarem um grande torneio, vai ser uma oportunidade para eles também contarem as suas histórias”, disse. Histórias como a de Junior Santos Cruz.
Junior se mudou da Bahia há cerca de dois anos para o Rio de Janeiro para tentar seguir a carreira de jogador de futebol. Também conhecido como "Baiano", conhecia o Real Maré e se mudou para a casa de sua irmã, que já morava na comunidade.
Mas depois de um tempo, alguns problemas obrigaram-no a deixar a casa dela. Sem ter onde morar, chegou a dormir na rua por uns dias, mas o fundador do Real Maré o acolheu. Porém, com quatro filhos para criar numa casa pequena, não conseguiu manter o jogador por muito tempo.
Depois de nova mudança, Junior mora hoje na casa da família de um amigo e faz uns bicos para ajudar nas despesas. Mas também não deixa de se dedicar à sua jornada em busca do sonho: ser jogador de futebol profissional.
ESCREVA O FUTURO
Veja as fotos da Blitz com o Real Maré.
Siga o NikeFutebol também no:
FACEBOOK
TWITTER
ORKUT
YOUTUBE
FLICKR
Das ruas da Maré para os campos
05 Abril 2010
Comments (1)